23
setembro
Postado por:
Paulo
Fechando o Arquivo

Quando eu era arte-finalista, costumava fazer muitas criações de folders, banners, cardápios e etc. O simples ato de trabalhar no mezanino da Matriz já era motivo de orgulho, subir e descer aquela escada dourada o dia todo era nossa função. Fato que fazêmos com o peito estufado, mas com o passar do tempo os clientes foram aumentando, e os serviços ficando cada vez mais rápidos, até que chegou a ponto de o cliente trazer todo material semi-pronto facilitando e muito nosso serviço. De arte finalistas passamos a ser pré-impressores responsável mais pelo aspecto gráfico do material do que pelo design, porém esta revoluçío trouxe alguns problemas. Nós sabemos o comportamento de nossos equipamentos então não utilizamos cores que não terío um bom ganho de ponto, sabemos como é o processo do acabamento, por isto conseguimos criar uma capa dura com menos problemas técnicos, por exemplo. Com a informaçío e a popularizaçío de cursos voltados a esta área fizeram sumir de nossas lojas um antigo cliente que utilizava papel e caneta, para montar suas artes finais, e adequaram o mouse a sua realidade. Nossos clientes também estão ficando cada vez mais jovens, e a linguagem que antes era ouvida como GREGO ou coisa assim, já soa familiar aos ouvidos.
Atualmente adotamos uma nova postura, resolvemos abrir nossas portas dando maior intimidade a nossos clientes, o atendimento de balcío foi substituí­do por um atendimento mais personalizado, tendo maior contato com o pré-impressor desde a criaçío do arquivo até a finalizaçío do serviço e por falar em arquivo. não há muito tempo atrás, arquivo era um móvel de metal, cheio de pastas e se trancava com cadeado, não o substantivo virtual que conhecemos nos dias de hoje. Portanto se ao ouvir falar a palavra arquivo é figura que vem em sua cabeça ainda é a do móvel. O que posso dizer: O tempo passa para todos.

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